"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

HUM POUCO DE BOA MUSICA .........

....FAZ UM BEM DANADO A ALMA...DIVIRTA-SE

Al-Uzza, Al-Lat e Monat as antigas Deusas arábicas

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O povo da península arábica se desenvolveu dentro de um círculo cultural caracterizado pelo nomadismo, o comércio e uma constante fusão entre tribos que habitavam a península. Entre 550 a 600 d. C., o templo de Meca, localizado no centro da província de Hiyaz, esteve habitado por diversos cultos idólatras, as quais haviam se dedicado a população árabe.
Esse templo, no período pré-islamico era contornado pela muralha sagrada (Hâram) e continha primitivamente o "bélito" (pedra sagrada, símbolo da Deusa Mãe). Á ele estava ligada à fundação de Meca, em torno da nascente Zamzam (associada a divindade suméria Zababa), importantíssima na região desértica que media as regiões do Sul, produtoras de incenso, e a atual Jordânia, onde chegavam as caravanas. Meca, nesse período estava convertida na metrópole religiosa de toda Arábia, cujas funções eram controladas por dirigentes da cidade. Dessa maneira, essa hegemonia religiosa se converteu em hegemonia política. Em Meca era praticada a adoração do Deus Lunar supremo era denominado de Hubal que tinha como consorte Deusa Sol. Dessa união, nasceram três filhas estrelas: Al-Lat, Al-Uzza e Manat, que representam também as facetas femininas do Deus Lunar. As três Deusas chamam-se “banat al-Lah”. Como Deus Lunar, Hubal, teria dois aspectos: uma vivida no mundo superior, e outra, durante a fase obscura da lua no submundo. Mas na composição de Hubal há uma outra diferenciação. O templo de esplendor era dividido em três períodos representados pelos diferentes aspectos de suas três filhas, que regem os segmentos do período brilhante da lua. Esse é provavelmente o começo da divisão do mês lunar em períodos de quatro semanas, o quarto período sendo o de escuridão. Em torno dessas três Deusas, se generalizou um culto que se propagou por todo mundo árabe e que era especialmente peculiar da tribo Quraych.

AS FILHAS DO DEUS LUNAR

Al-Uzza, Al-Lat e Monat (nessa seqüência na figura acima), formam a trindade de Deusas do Deserto que representam facetas de uma mesma Deusa.

DEUSA AL-UZZA


A Deusa nabatea Al-Uzza ("A Poderosa", "A Forte"), representava a faceta da Deusa Virgem guerreira, vinculada com a estrela da manhã (Planeta Vênus), que tinha como santuário um bosque de acácias ao sul de Meca, onde era adorada na forma de uma pedra sagrada. Hoje a pedra é cuidada por homens conhecidos como "Beni Shaybah" (os filhos da Velha Mulher).
Al-Uzza pode ser associada com a Deusa Isthar, Ísis e Astarte, como Deusa da Estrela Vespertina e grandes gatos eram consagrados à ela. Foi associada também, pelos gregos à Deusa Afrodite Urania e com Caelistis, uma Deusa da Lua. Essa Deusa protegia ainda, os navios em suas viagens oceânicas. Embora a Arábia seja uma terra de deserto e nômades, os Nabateas navegavam pelo oceano para negociar. Nesse aspecto, tinha como símbolo o golfinho, cujo o hábito de nadar ao lado dos navios, os tornou guardiões e protetores.
A Deusa Al-Uzza representa a confiança, a vigilância e a preparação. É uma feroz protetora e uma grande aliada para enfrentar as batalhas da vida. Foi honrada em épocas antigas com sacrifícios de seres humanos e animais. Os símbolos da Deusa incluem a acácia, as palmeiras e a pedra encontrada no Kaaba em Meca. Os muçulmanos conquistaram Meca no ano de 683 d.C. e se apoderaram de Kaaba, destruindo os 360 ídolos que continha, no entanto, conservaram a citada pedra. Não deixa de ser um enigma que o Islã, inflexível inimigo dos ídolos, respeitasse esse, símbolo de fecundidade e até tê-lo convertido, junto com o templo, o principal templo da "Nova Fé".Tão grande era o respeito, ou o temor que essa divindade feminina impunha, que não se atreveram a destruí-la e reservaram um lugar de honra em sua religião, enquanto essa era essencialmente masculina?

Al-Uzza deve ser invocada com o nome de Mari (Meri) para pedir-lhe proteção em viagens marítimas.
É conhecidas pelos nomes: Al Uzzah, o al-Uzza, o ëUzza do Al, o Al Uzza, ëUzza, e o Uzza. Também chamada de Propitious, e a Vênus de Meca. Verde é sua cor sagrada. O granito e os meteoritos são também suas pedras sagradas.

AL-LAT, A DEUSA DA LUA CHEIA


Al-Lat, cujo nome significa apenas "Deusa", representava a faceta da "Deusa Mãe", ligada com a Terra e com seus frutos, regia a fecundidade.
Era adorada em At Ta'if, perto de Meca, na forma de um grande bloco fruto de granito branco, onde mais tarde se erigiu uma mesquita . Era a Deusa regente dos templos agora proibidos para mulheres.
Al-Lat foi igualada pelos gregos a Deusa Atena e chamada de "Mãe dos Deuses". Era uma Deusa da Primavera, da Fertilidade, uma Mãe-Terra que traz muita prosperidade.
Representando uma Deusa da Fertilidade, ela carrega nas mãos um feixe de trigo.


MANAT OU MANAWAYAT, A SÁBIA ANCIÃ

Manat ou Manawayat deriva da palavra árabe "maniya", que quer dizer "destruição, morte" ou de "manato" (parte, parcela). Manat, portanto, era a faceta da Deusa que regia o destino e a morte. Entre as três Deusas, era a mais antiga e seu santuário localizava-se na estrada entre Meca e Medina, onde era adorada na forma de uma pedra negra bruta.

Maomé, o profeta, em sua luta para estabelecer uma religião dominada pelos homens, perseguiu os adoradores da Deusa e destruiu seus santuários. Curiosamente, parece que Maomé, encontrando dificuldades para vencer o culto das pedras sagradas da Deusa, substituiu esse costume ritual por um rito da sua própria religião, tal como o fez a Igreja cristã na Europa com os incômodos costumes pagãos antigos. Ele instituiu o culto da Pedra Sagrada do Islã, a Kaaba, em Meca. A Deusa Manat, era representada como uma mulher idosa com um copo na mão e os símbolos que servem de fundo para o seu vestido, soletram seu nome em Sabaic.
A lua minguante é mostrada como símbolo de Deusa Anciã associada à morte.

LUA MASCULINA OU FEMININA?

O símbolo da Lua é tão polivalente que, de início, parece impossível demonstrar sua relação inequívoca com o feminino, pois ele aparece tanto como feminino quanto masculino como hermafrodita.
No nosso mito, temos Hubal, como um Deus Lunar casado com uma Deusa Sol, mas com maior freqüência é a lua que é esposa do sol. Na fase patriarcal tardia, o sol pode ser macho e a lua fêmea, ou a lua pode, como no nível matriarcal, ser vista como masculina; mas o relacionamento sol-lua é sempre percebido mitologicamente como uma forma simbólica entre sexos.
Na fase matriarcal, a ênfase recai nos fenômenos do céu à noite, isto é, essa fase representa uma psicologia noturna e lunar. O mundo da consciência solar-diurna é menos enfatizado, porque, psicologicamente interpretadas a humanidade nessa fase ainda vive mais no inconsciente do que na consciência, e porque o desenvolvimento que atinge o seu zênite no ato de despertar da inconsciência para consciência não foi ultrapassado. Muito embora a lua masculina tenha sido associada a um estágio matriarcal antigo e uma lua feminina, com um estágio masculino mais recente, seria demasiado simples afirmar que o simbolismo masculino da lua seria mais tarde substituído por um simbolismo feminino. O que ocorre, realmente, é que no caso de uma lua masculina, ela representa os componentes arquetípicos masculinos ("animus") da vida de uma mulher no nível matriarcal. Já, quando a lua é feminina, representará os componentes femininos ("anima") da vida de um homem no estágio patriarcal. O Deus Hubal, como Deus Lunar, representa a consciência masculina ("animus") de todas as mulheres terrestres. Isso significa dizer que a mulher pertence à lua, se sente ligada à ela e identificada com ela, em todas as experiências essenciais de sua existência, dependendo dela e fundindo-se com ela.

O CULTO ÀS PEDRAS


A representação mais primitiva da divindade lunar e talvez a mais universal era de um cone ou pilar de pedra. Essas pedras, algumas vezes, caídas do céu na forma de meteoritos, eram consideradas algo muito fabuloso.
A própria origem miraculosa dessas pedras aumentava o respeito e a admiração que tinham por elas. Na maioria das vezes, a pedra não era deixada em sua forma natural, mas sim trabalhada.
Na Melanésia, por exemplo, uma pedra em forma de lua crescente é adorada como sendo um aspecto da lua. Em geral ela é encontrada ao lado de uma pedra circular representando a lua cheia. A cor das pedras também varia; algumas vezes são brancas (Al-Lat), outras vezes preta (Manat; Pedra Negra de Meca), correspondendo aos aspectos brilhante e obscuros da divindade lunar. Em Pafos, Chipre, Bealeth ou Astarte era representada por um cone branco ou pirâmide. Um cone similar representava Astarte em Biblos e Ártemis em Perge, na Panfília, enquanto que uma rocha meteórica era adorada como Cibele em Pessino, na Galácia. Cones de arenito aparecem no santuário da Soberana-da-turqueza entre os precipícios do monte Sinai, sugerindo que a Grande Deusa Lua era adorada nessa Montanha-da-lua, na forma de um cone, antes que Moisés ali recebesse as tábuas da Lei. Na Caldéia, a Grande Deusa, Magna Dea, ou a Deusa da Lua, era adorada na forma de uma pedra negra sagrada, e se acredita ser a mesma pedra ainda venerada em Meca. Al-Uzza, a Deusa objeto de nosso estudo, foi colocada na Caaba, em Meca, e servida pelas antigas sacerdotisas. Nessa pedra negra há uma marca chamada de "impressão de Afrodite". A forma grega do nome veio a ser associada por alguma razão com essa marca, que é uma depressão oval, significando o "yoni" ou órgãos genitais femininos. É o sinal de Ártemis, a Deusa do Amor Sexual livre, e indica claramente que a pedra negra de Meca pertenceu originalmente à Grande Mãe.
A pedra foi coberta por uma mortalha de material preto chamada "a camisa de Caaba" e atualmente homens substituem as "sacerdotisas antigas". Esses homens, "Filhos da Velha Mulher", já citados anteriormente, são descendentes lineares das velhas mulheres que cumpriam os mesmos deveres em tempos antigos.
A pedra que representa não aparece sempre exatamente da mesma forma. Algumas vezes é um mero montículo redondo lembrando o "omphalos", que é provavelmente a mais primitiva representação da Mãe Terra. Outras vezes é alongada, formando um cone ou pilar, e em muitos casos é trabalhada, esculpida. Goblet d'Alviella em seu "Migration of Symbols", configurou essas pedras em uma série, culminando com a estátua de Ártemis, que em sua característica atitude hierática completa a série sem afastar-se da forma geral. Ela sugere que a forma da estátua brotou da pedra. A pedra era a representação original da Deusa Lua que gradualmente tomou características humanas. O símbolo feminino freqüentemente encontrado nas pedras sagradas da Mãe Lua é um símbolo de poder generativo da mulher sagrada, e da sua atração sexual por homens, tendo uma conotação ligeiramente diferente da taça e do cálice, que são símbolos do útero e representam as qualidades maternas da mulher. Entretanto, as duas idéias não estão muito distantes e podem fundirem-se uma na outra.

A MULHER ÁRABE PAGÃ E A ATUAL

Antes do advento do Islamismo, as mulheres árabes pagãs gozavam de um "status" respeitável dentro da sociedade
. Elas possuíam o direito de empreender negócios, escolher seus maridos e tomavam parte na maioria das atividades de guerra e paz, incluindo ainda, a adoração pública.
No paganismos árabe, ocupavam um lugar de destaque as Deusas: Al-Uzza, Al-Lat e Manat. Suas estátuas eram muito reverenciadas. Dessa maneira, Allah A poesia pagã árabe estava dedicada principalmente a graça e a beleza da mulheres, assim como à glória de seus valores tribais na paz e na guerra. Nessa sociedade, o homem ainda não praticava a poligamia, que só foi introduzida e fomentada pelo profeta, depois da revelação do islamismo. Foi a partir daí, que as mulheres passaram a constituir-se objetos de consumo e produção do maior número possível de muçulmanos. O período que se seguiu ao paganismo, ou seja, o islamismo primitivo, continuou com as tradições pré-islâmicas, ou seja, ainda não havia a obrigatoriedade do uso de "hijabs" ou "véus" para as mulheres. O véu semi-transparente que cobre metade do rosto e tão conhecido por todos nós, era um costume muito antigo que se originou nos tempos assírios, sendo considerado, a princípio, um símbolo de "status" ou uma marca de distinção social usado pela mulher livre. A mulher árabe pagã das cidades, estava acostumada a usar esse véu semi-transparente, porém as mulheres tribais nunca o usavam. Mais tarde, o Islã agregou medidas que se dizia serem "a preservação da modéstia de mulher" como: baixar os olhos em público, ocultar seus seios e jóias e coisas similares. No entanto, essas restrições foram muito além de suas intenções originais.
Essa situação de insegurança e exclusão da mulher se perpetuou por pelo menos 100 anos até que durante o reinado de Abbasid Calif Harun ur Rashid, tudo ficou bem pior, pois a mulheres passaram a ser joguetes sexuais e máquinas de reprodução. As mulheres casadas passaram a ser servas, simplesmente apêndices sociais dos homens. E mais ainda, escravas sexuais passaram a ser vendidas livremente em mercados abertos de todos os países islâmicos e se podia hipotecar, rendar ou emprestá-las como presentes aos amigos. Não havia limite ao número de escravas sexuais que um homem pudesse possuir. Hoje a mulher muçulmana se diz mais valorizada. O Corão, livro sagrado dos muçulmanos, contém versículos afirmando que, "aos olhos de Alá", homens e mulheres são iguais. O problema da opressão à mulher muçulmana não é causado, portanto, pela crença islâmica em si, ela surgiu em culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres, ou seja em sociedades machistas. O véu, mundialmente criticado, é um ato que está integrado à cultura e não a religião, e é por isso que as mulheres o usam mesmo quando não há nenhuma obrigação de fazê-lo, como é o caso das que imigram para outros países, mas não abandonam seus véus. Acredito inclusive, que o véu dá personalidade, guia e dá um toque todo especial a essas mulheres e não será um véu que irá calar suas vozes e alma feminina.

O que as silencia é a idéia da superioridade dos homens sobre elas. Tal estrutura mental é tão poderosa, que toda a educação dos filhos descansa sobre essa desigualdade. E, são as próprias mães muçulmanas que transmitem essa estrutura mental para as crianças, da mesma maneira que suas próprias mães fizeram com elas. Para se quebrar esse círculo vicioso, a mulher muçulmana teria que ter condições de entender que tal estrutura mental não corresponde as necessidades de sua espécie. A resignação e a perpetuação desta dita estrutura mental, as tornaram indiscutivelmente cúmplices inconscientes desta estafa que recai atualmente sobre a sociedade incapaz de encontrar o seu equilíbrio. O islamismo, ao renegar as Deusas, mencionadas no Corão como filhas de Allah, castrou-se de humanidade e sentimentos.

RITUAL ENCONTRO COM SEU ANIMA-ANIMUS:

Como a magia é um trabalho da consciência, ela requer que incorporemos tanto energias masculinas como femininas. Isso significa dizer que devemos promover um encontro com o nosso anima/animus. Eis uma meditação que irá fazer justamente isso.
Deite-se, feche os olhos e conte regressivamente para alfa. Na tela de sua mente veja uma abertura natural na terra, uma gruta, um tronco oco de árvore, a toca de um pequeno animal, um poço ou um manancial. Ajuda se essa abertura existir na realidade e se você já a tiver visto alguma vez, mas deve ser um lugar onde possa se sentir confortável. Gaste alguns instantes olhando para a abertura, observando o que ela tem ao redor: veja objetos e cores,, note os cheiros, sinta o ar, a temperatura, escute os sons e ruídos. Entre em seguida na abertura, deixando que sua consciência desça nela. Uma vez dentro, visualizará um túnel. Avance túnel abaixo, notando a textura das paredes, a quantidade de escuridão ou luz.
Pouco depois de entrar iniciado a descida, verá uma luz. Encaminhe-se na direção dela. Note de que cor ela é. Quando atravessar essa luz entrará em uma sala.
Procure uma cadeira e sente-se. Olhe à sua volta, notando os móveis e objetos da sala, as cores, as paredes, a quantidade de luz. Numa parede verá a porta fechada que dá para uma janela de sacada. Estará olhando para o universo, como se tivesse entrando na plataforma de uma espaçonave. Perscrute o universo o mais longe que puder. Adquira a percepção do tremendo poder, energia e lua que pulsam em todo o cosmo. Respire fundo meia dúzia de vezes e deixe que essa energia penetre em seu corpo. depois recue e feche a porta atrás de si. Regresse à cadeira. Sente-se. Peça ao seu anima/animus que compareça. Seja paciente.
Em alguns momentos e uma imagem de seu anima/animus entrará. Observe a forma que aparecerá para você. Para cada pessoa, a imagem de seu anima/animus é única. Depois ofereça-lhe uma cadeira e iniciem um diálogo para tornarem-se íntimos ou então pode só ficar olhando sua aparência física-espiritual. A seguir diga-lhe que necessita de sua energia para suas magias e para alcançar a totalidade. Pergunte então se necessita algo de você? Fale sobre todas as coisas para que se conheçam melhor.
Quando tiver terminado, levante-se, retorne à sacada e feche a porta. Quando voltar a abrir seu anima/animus terá desaparecido. Quando estiver pronta para sair, procure em torno da sala uma luz colorida que assinala a entrada do túnel. Passe por essa luz, percorrendo rapidamente o túnel até emergir na abertura onde começou. Depois apague a sua tela, dê-se uma total desobstrução de saúde e conte de regresso a beta.

Seja Bem-Vinda!


Texto pesquisado e desenvolvido por

ROSANE VOLPATTO


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

O Medo do Feminino - Erich Neumann
Os Mistérios da Mulher - M. Esther Harding
A Deusa Tríplice - Adam Mclean


O MITO DA SACERDOTISA SHAMHAT

[Edificiochica.jpg]A SACERDOTISA E ENKIDU

Mito que trata do amadurecimento emocional de Enkidu, o selvagem criado pela Deusa Mãe Ninhursag-Ki para ser o companheiro de Gilgamesh, o arrogante rei de Uruk, por uma iniciada do templo de Inana.


Este relato faz parte daquela que é a obra literária mais longa e importante da Antiga Mesopotâmia, chamada o "Épico de Gilgamesh", uma jornada de transformação interior que inspirou inúmeros trabalhos da Antigüidade Clássica. Aqui, a história é contada sob o ponto de vista de Shamhat, a iniciada do templo de Inana, a Deusa do Amor e da Guerra, que é mandada por Gilgamesh para transformar Enkidu num homem e ensinar-lhe as artes da civilização, A escolha deste ponto de vista visa tentar esclarecer pontos a respeito de um dos aspectos mais complexos e menos entendidos da religião mesopotâmica, que é o serviço do corpo ao Sagrado Masculino (e Feminino) que era parte do culto de Inana/Ishtar. Foi há alguns milênios e muitos séculos atrás, mas nos primeiros dias quando Gilgamesh, o orgulhoso filho do rei Lugalbanda e da deusa Ninsun, ascendeu ao trono de Uruk, que uma donzela, acompanhada de seus pais, foi até o Eana, a Morada dos Céus, o templo sagrado de An, o deus do firmamento e de Inana, a grande deusa do Amor e da Guerra, para buscar iniciação e serviço `a deusa Inana Shamhat era o nome da donzela, de corpo esguio, longos cabelos negros, olhos escuros e jeito brejeiro.




De temperamento forte, ela era uma princesa da Casa Real de Uruk, e tal qual o jovem monarca, também nascida do Leito Sacro, uma filha do Casamento Sagrado. Desde tempos que se perdiam na memória, o Rito do Casamento Sagrado ou hieros gamos era celebrado com alegria e os maiores festejos em toda Mesopotâmia. Pois quando as estrelas certas brilhavam nos céus anunciando a chegada da primavera, na primeira Lua Nova a brilhar no firmamento, era o dever sagrado do rei casar-se com a Alta Sacerdotisa de Inana, a Grande Deusa do Amor e da Guerra, para assegurar a fertilidade da terra e das pessoas, em todos os níveis e esferas. Sete vezes mais abençoadas eram as crianças concebidas nove meses após esta noite sagrada, pois um destino especial normalmente a estas esperava. Não o mais fácil deles, com certeza, mas um Caminho que poderia ser-lhes aberto, levando-os por atos e valor pessoal a uma grandeza de alma, corpo, coração e espirito mais interior do que exterior, para a glória dos deuses e de toda natureza. Shamhat tinha onze anos de idade, e considerava-se pronta para fazer seus votos `a Alta Sacerdotisa, iniciando assim a jornada de postulante à iniciação e serviço aos deuses, à Inana em especial. A data escolhida para a apresentação formal ao templo tinha sido cuidadosamente traçada nas estrelas, como era devido a uma donzela da Casa Real de Uruk. De fato, Shamhat tinha esperado ansiosamente por este dia, pois há muito ela desejava trilhar o mesmo caminho da longa linhagem de sacerdotisas rainhas e princesas escribas que eram suas antepassadas (1). Dia após dia, passo a passo, Shamhat começou a viver entre o templo e o palácio de seus pais, como o esperado de uma futura iniciada e princesa real. De seus aposentos ao templo, Shamhat atravessava jardins, canais e ruas movimentadas até os longos corredores que levavam às salas de aula. Muito tinha de ser aprendido de lição a lição: gramática, a arte dos escribas, poesia sagrada, dança, musica, canto, astrologia, interpretação dos sonhos, matemática, contabilidade e, naturalmente, todos os hinos, ritos, observâncias religiosas, ensinamentos e historias de Inana. O treinamento era longo, a quantidade de trabalho prático e interior `as vezes parecia pesada demais. Shamhat tinha de passar longas horas na biblioteca copiando das tábuas seculares e sagradas, memorizar longas listas de correspondências que haviam preservado a memória da terra antes do nome de homens e mulheres ter sido fixado, estudar contabilidade e compilar uma vez por semana as doações feitas ao templo, uma das primeiras atribuições de jovens iniciados. Esta era uma tarefa um tanto aborrecida, ela tinha admitir com franqueza. Contabilidade e a ciência dos números (2) eram muito importantes. Uma sacerdotisa e sacerdote deviam ter um cérebro tão bom para os números quanto para os versos sagrados. Era assim, porque a vida das grandes cidades da Mesopotâmia Antiga girava ao redor do templo, a morada dos deuses colocada a serviço da comunidade. As doações feitas aos deuses e ao templo tinham de ser cuidadosamente anotadas, pois eram usadas para também alimentar os peregrinos, os doentes, pobres e necessitados que buscavam o Eana. Mas mesmo apesar da carga de trabalho, Shamhat tinha bastante liberdade, desde que entregasse os trabalhos práticos e demonstrasse amadurecimento espiritual para seus tutores do templo e do palácio.

Outros cinco anos se passaram. Shamhat tinha agora dezesseis anos, e desejava com todo fervor estar quase pronta para ouvir o Chamado da Deusa e resolver o Teste enviado por Ela, não importando a natureza e a qualidade deste. Esta era a tradição seguida desde tempos perdidos na memória pelo templo de Inana. Aquele que almejava o posto de futuro sacerdote ou sacerdotisa tinha de provar seu valor por atos, pensamentos, disponibilidade para servir, integridade e força de caráter. Quando Inana, a grande deusa do amor e da guerra tivesse considerado o futuro sacerdote ou sacerdotisa apto na teoria dos Mistérios, Ela enviava ao escolhido ou escolhida um Chamado sob a forma de uma tarefa. Se o iniciado ou iniciada aceitasse o Teste, o resultado deste é que iria estabelecer ou não a validade e autoridade para o almejado Rito de Ordenação. Shamhat sabia que muito em breve chegaria sua vez de enfrentar o Teste da Deusa. Se era o resultado do Teste que decidia a função que a futura sacerdotisa ou sacerdote iria ter no templo, havia muitos postos a serem preenchidos. Era grande a demanda por uma escriba habilidosa, uma contadora, dançarinos e conselheiros, e assim por diante. Aconselhamento era algo muito procurado pelos fiéis da deusa. A vida na Mesopotâmia costumava ser dura e curta. As cidades-templo, os únicos blocos de civilização espalhados pelo Oriente Próximo, procuravam manter a paz, mas havia muita competição entre elas.




Além disso, tribos nômades, que não hesitariam em destruir tudo e todos que encontravam nos seus caminhos, eram uma constante ameaça para todas as grandes cidades como Uruk, Ur, Lagash, Kish, Nippur, e tantas outras. Era muito provável que as pessoas experimentassem perdas de pessoas amadas, e que o templo se esforçasse por auxiliar a comunidade no que pudesse. Uma das mais importantes funções do templo de Inana e de suas sacerdotisas e sacerdotes era fornecer um porto seguro, um espaço sagrado onde todos pudessem ir e receber conforto, incentivo, cura, beleza e amor para seguir vivendo, principalmente nos tempos de grandes dificuldades. O cargo de mais prestígio era o de Alta Sacerdotisa de Uruk. Tornar-se uma Alta Sacerdotisa, a escolhida do Coração e da Alma da Deusa, era o que toda jovem iniciada aspirava, mas muito poucas chegavam a atingir meta tão elevada. A Alta Sacerdotisa era a imagem viva de Inana na Terra, e como tal devia ser a mais bem dotada e estudiosa de todas as iniciadas, com um cérebro para preces e administração (pois o templo também devia ser gerido para o bem de todos), ter o coração cheio de severidade e compaixão, um físico resistente e em forma para dar sustentação e amor às pessoas, bem como procurar manter o equilíbrio entre incentivo e critica construtiva para aqueles que vinham até ela em busca de ajuda. A Alta Sacerdotisa também deveria, mais do que qualquer outra religiosa dedicada a outro deus ou deusa, ser exímia na arte de fazer amor, que no culto de Inana significava o serviço do corpo ao Divino Inspirador Masculino (e Feminino), representado pelo homem ou mulher que procuravam tal mediação no templo de Inana.




No culto de Inana, o desejo e a resposta de natureza sexual eram experimentadas como força regeneradora, reconhecida como um presente do Divino, da Deusa. Todas as sacerdotisas e sacerdotes de Inana honravam a vida e o ato sexual como uma experiência religiosa, um tributo à Inana, quando Amada e Amante se encontravam para se tornar um. Para Inana, não havia separação entre sexualidade e espiritualidade. Portanto, na época certa, em geral durante os grandes festivais da Roda do Ano, na privacidade do mais sagrado de todos os altares, o templo no alto da torre sagrada, o zigurate, a Alta Sacerdotisa colocava-se ritualmente no lugar da Deusa do Amor e da Guerra, para se unir ao amante mortal, que encarnava o homem elevado ao status de divindade, o consorte da deusa. Este serviço, que poderia também ser prestado por sacerdotes e sacerdotisas do templo, visava celebrar a fertilidade da terra, do útero, das mãos e dos cérebros, bem como atender às mais profundas necessidades emocionais da pessoa, e não poderia jamais ser usado para ganho pessoal do sacerdote ou sacerdotisa em questão. O ritual amoroso era para a deusa, vista na pessoa necessitada que vinha até o templo. A sacerdotisa ou sacerdote estavam proibidos de usar o oficio sagrado para obter admiração, dependência ou devoção dos fiéis. Para tanto, eles freqüentemente permaneciam anônimos como pessoa, protegidos pelo ofício que tinham no templo. Desta forma, sacerdotes e sacerdotisas eram preservados do perigo de qualquer laço de dependência que poderia se desenvolver naquela ou naquele que procuravam seus serviços. Este era o código de conduta, a Ética não escrita da devoção à Inana. Não havia qualquer incentivo à vaidade pessoal ou promiscuidade.




Todos os sacerdotes e sacerdotisas de Inana assumiam este código de honra para com a deusa, mas as exigências eram maiores para a Alta Sacerdotisa de Uruk. Era também sabido que a futura Alta Sacerdotisa recebia infalivelmente um sinal interior, uma revelação da própria deusa ao final do Teste. Sem o Beijo de Inana, como o Sinal Interior era conhecido, não havia o reconhecimento da experiência espiritual que conferia validade e autoridade ao posto. Seja qual fosse este sinal, Shamhat desejava com todo fervor que tivesse o discernimento de reconhecê-lo e compartilhá-lo depois, quando o momento certo chegasse. A regra não escrita é que não se dava o sacerdócio de Inana a ninguém: os iniciados da deusa e’ que se transformavam por seus atos em Trajes Dela, pela identificação e mediação das qualidades da deusa em suas vidas.

Todas as sacerdotisas ordenadas eram protegidas pela mesma lei que garantia direitos a mulheres casadas que não participavam ativamente da vida religiosa. Sacerdotisas podiam herdar e dispor de propriedades, conforme o quisessem.




Sacerdotisas, porém, não podiam abrir e possuir tavernas, pois detinham o conhecimento de bebidas sacras e poções que podiam alterar níveis de consciência, e este conhecimento não podiam revelar. Havia também sacerdotisas que, depois de receberem treinamento no templo, queriam voltar `a vida secular, ter marido e filhos, bem como havia aquelas que escolhiam viver no templo, lá desempenhando as mais variadas atribuições. Que tipo de sacerdotisa, que função Shamhat iria desempenhar dependia de como ela se saísse no Teste enviado pela Deusa. `A medida em que Shamhat crescia, também crescia infelizmente a reputação de Gilgamesh o rei. Dele era a solidão dos fortes, a beleza daqueles de físico perfeito, que podem tão facilmente transformar-se em orgulho e arrogância. Não havia ninguém que igualasse ou chegasse perto das proezas físicas de Gilgamesh, de sua ousadia e intrepidez. Portanto, nas casas, os homens e mulheres de Uruk, os jovens, os velhos, as crianças murmuravam, não abertamente porém, temendo a ira de seu monarca: - Ruidoso Gilgamesh, arrogante Gilgamesh! Os jovens ele derrota em combate, as donzelas de Uruk ele quer fazê-las suas, não deixando uma virgem sequer para seu amado, nem mesmo poupando a filha de um guerreiro ou a esposa de um nobre. Mas ele é nosso rei, o que podemos fazer? Quando Gilgamesh irá se portar como o pastor dedicado de seu povo, o guia desta terra, o guardião da cidade? Que os Deuses ouçam as nossas preces pelo amadurecimento do nosso rei Gilgamesh! Pois nas esferas mais altas, os grandes deuses ouviram o lamento das pessoas, eles prestaram atenção às preces diárias que os sacerdotes e sacerdotisas de Uruk erguiam a Eles pela domesticação do jovem rei. No templo de Inana, a morada dos céus, NInana, a Alta Sacerdotisa, uma mulher de grande conhecimento e sabedoria, já bastante entrada nos anos, sabia que muito em breve um sinal especial seria enviado pelos deuses. Na noite anterior, ela tinha recebido uma Visão. Nela, a Grande Deusa Mãe Ninhursag-Ki, também chamada Aruru, Mãe Terra e Senhora de Toda Criação, tinha-lhe aparecido em toda majestade, e falado em tom alto e claro: ‘ Eu escutei os lamentos do meu povo, atenção especial dediquei `as preces de minhas sacerdotisas e sacerdotes! Em verdade, em verdade eu afirmo que criei Gilgamesh, o Rei, pois Meu e’ o poder de fazer a vida se manifestar em todos os mundos e esferas. Agora então criarei alguém para ser seu igual! Darei um segundo eu, mas diferente a Gilgamesh, para que vento ruidoso encontre vento ruidoso. Eles terão um ao outro para brigar, fazer as pazes e crescer em compreensão e amizade. Criarei este ser de uma imagem de meu cérebro que concebeu tudo o que existe. Eu o farei da essência do firmamento de meu adorado Anu (a Grande Deusa Mãe atirou um beijo para os céus e deixou An, o deus do firmamento, beijar de volta a mão que graciosamente lhe estendia). E da substância das profundas águas de mãe Namu (Ninhursag mergulhou suas mãos nas águas do mar) e de uma pitada de argila, parte de mim mesma. Com estes elementos sagrados, eu dou `a luz a um homem especial, a uma Estrela dos Céus que desce `a terra, no meio da selva, em plena natureza! Enkidu, este e’ o nome

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O QUE EU SINTO AO CAIR DO VÉU.....


Eu não fui criada em ordens secretas não fui ensinada por mestras contudo algo sempre me levou ao caminho que queria seguir .Muitos dos meus amigos espiritualistas dizem que estou sempre um passo a frente deles,minha resposta é simples eu acredito em minha sabedoria e no conhecimento que acumulei para ser sacerdotisa, tive que aprender rapido não fui treinada em grandes escolas de magia(hipocritas que cobram dinheiro...) fui treinada pela minha intuição e alguns poucos e baratos livros que chegaram a minha mão.Eu não sou extamente uma feiticeira procuro ajudar a todos,a Alta Sacerdotisa é a mãe de seu povo e se me perguntares quem é meu povo direi todos aqueles que lutam pela causa da Deusa ,a mestra e da sacerdotisa por inteira.Não utilizo magia por conveniencia nem pra curar uma doença minha. Quando encontro outras mulheres e começo a falar me torno outra pessoa ...Uma coisa antiga e profunda se desperta e sinto que detenho em mim o saber de todos os misterios sinto uma profundade e vou falando o que veem a cabeça ...naquele momento não sou eu é a Deusa quem esta no meu corpo tanto que depois nem que disse so algumas coisas vagas .Naquele momento eu sou Sabina Alva ,Sou Ísis ,Metis ou outra deusa que o valha, nesse momento sinto uma infinita compreenção de mim mesma ,não preciso de livros pra me definir nem preciso que me digam o que é a deusa pos nesse momento no meu transe eu sou a deusa eu a sinto e compreendo com sua sabedoria por isso eu me sinto a Alta Sacerdotisa .



Gaia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

MARIE D'LA MER

TEXTO PARA COMPREENDER A LEITURA



Sob à nova tradição, a mulher tornou-se Eva, a encarnação da sedução, a ruína do homem. Sua simples existência era advertência para os desejos físicos, aos quais era necessário resistir mediante o medo de punição eterna. As mesmas qualidades pelas quais as mulheres foram outrora consideradas sagradas, agora são a razão para as degradarem.
Em nome do Senhor o homem começou a destruir todos os vestígios da Deusa e de sua defesa da felicidade sexual
. Até o casamento não tinha mais como finalidade o prazer sexual, mas a criação de novas almas para adorar a Deus. Todo o prazer foi tirado da natureza humana e considerado pecado.
Com estas mudanças, as mulheres deixaram de ser consideradas em pleno gozo de seus direitos. A lei romana colocava a mulher sob sua tutela e afirmava que ela era imbecil. Na Grécia, as leis de Sólon não lhes davam direito algum. A lei hebraica condenava a mulher à morte caso não fosse casta na época de se casar e, se cometesse adultério, era apedrejada até a morte.
Essas novas leis são a antítese das atitudes em relação à mulher e à sua natureza sexual, as quais prevaleceram durante as eras em que a Deusa era venerada.
Pois é neste contexto histórico que surge a nossa Maria Madalena.




.................


Eu sou Maria Madalena. Talvez me conheçam, mas poucos de vocês sabem quem sou na realidade, ou quem fui. Pois sim, fui a companheira do que se chamou Yeshua Ben Josef. E sim, há muitas histórias a respeito de nós e de nossas vidas. Ambos fomos Avatares da Nova Era da Consciência "Crística", mas os que escreveram essas histórias estiveram influenciados por suas crenças de que a única experiência importante era a masculina, e por isso a vida do Avatar Feminino, Maria Madalena, foi negligenciada e esquecida.

Mas foi necessário que, para equilibrar a futura Idade Dourada, nascesse um Avatar de cada sexo, e que eles se unissem como companheiros, criando os perfeitos Modelos das Funções para a Futura Era de Luz! E assim foi!
Nasci em uma família normal de Israel, mas eu nunca fui "normal". Levava em meu interior a Chama Sagrada do Feminino Divino do momento em que fui concebida como humana. Nasci como uma perfeita Menina "Crística". Fui a “filha” encarnada da Mãe Divina.

Igual a Yeshua, fui treinada pelas mulheres nos ensinos secretos dos Essênios. Como ele, eu era um grande prodígio pelo meu saber e conhecimento das antigas artes da sabedoria das mulheres que estava bem alem dos meus anos.
Sim, queridos, fui treinada para que fosse a Guardiã da Chama Sagrada da Sabedoria das Mulheres, o poder do Feminino Divino.
E esse segue sendo ainda meu papel e meu trabalho neste momento. Venho à vocês porque a Terra Ascendida esta uma vez mais preparada para dar as boas-vindas ao Avatar Feminino: as filhas da Mãe Divina.
Há muitas entre vocês que estão preparadas para receber o treinamento do Espírito, porque já alcançaram o nível de consciência que lhes permitirá ser o que eu fui: a portadora da Chama da Mãe Divina.

E que poderosa é esta chama: - é puro Amor Incondicional, e se expressa em todos os níveis, incluindo o físico e o sexual.
Sim, queridas irmãs, agora que o raio Laranja-Rosa do Amor Divino banhou o seu ser, limpando e liberando milhares de anos de abuso e de repressão mental, emocional e sexual, vocês já estão esclarecidas e são livres para expressar a Chama Divina através de seus corpos.

Os ensinamentos do Feminino Divino são o Êxtase e a Unidade - o direito de nascimento de toda mulher. E o direito às habilidades e a sabedoria que permitirão que toda mulher expresse seu Êxtase e sua Alegria através de uma relação que será uma União Sagrada, uma expressão de sabedoria espiritual e de amor incondicional.
Esta união apaixonada do sexual e do espiritual é o que conduziu a remoção da história de Maria Madalena e sua União Sagrada com a Yeshua Ben Josef das histórias que comemoram a vida da Yeshua.

Sim, chamaram-me "prostituta" e "impura", pelo meu conhecimento dos dons do êxtase sexual. Que triste foi que o caminho do Feminino Divino não fosse honrado ao mesmo tempo que o caminho do Masculino Divino representado por Yeshua. De fato, essa omissão conduziu à distorção da verdade a respeito de nossas vidas. Porque o verdadeiro caminho do Avatar não foi o sofrimento e o martírio. Essa foi uma interpretação posterior feita por quem tinha outros planos. O verdadeiro caminho do Avatar foi criar uma direção para o Êxtase e a Unidade através do Amor Incondicional. E foi alcançado por nós! Foi esta realização que agora nos permite que levemos à vocês os ensinos da União Sagrada e os caminhos do Feminino Divino e do Masculino Divino.


Esta foi a maior realização de nossas vidas, e essa Alegria e esse Amor é o que queríamos transmitir como nosso legado, não o sofrimento nem o derramamento de sangue das incontáveis guerras e cruzadas disputadas em um entendimento errôneo da natureza da energia Divina Masculina e do caminho de Yeshua!

Queridas irmãs, à medida que a consciência abandonou seu planeta, foram levadas a acreditar que era bom que se desconectassem de seus corpos e que reprimissem sua sexualidade e seus desejos. Foram ensinadas a desconectar o espiritual do sexual, e assim perderam a Alegria e o Êxtase da união.

Ensinaram-lhes que essa repressão era um "serviço" e que era aprovada por Deus. E assim, sofreram e ficaram iradas e sem poder, e assim ainda estão muitas de vocês.
Queridas irmãs, é hora de elevar sua consciência novamente e ver que seu corpo é o Templo de sua Alma e de seu Espírito. É um corpo de Fêmea, um corpo de mulher, e é o Templo do Feminino Divino.

Esta é uma energia poderosa e sagrada, uma chama da energia Solar Feminina que lhes permite experimentar a energia da Fonte como uma Grande Mãe. Mas também lhes permite experienciar o êxtase de uma relação entre Chamas Gêmeas na qual se reunem o Divino Feminino e o Divino Masculino à serviço da Fonte e de seu Amor por Tudo O Que É!

Há muito a ser compartilhado sobre o conhecimento do caminho do Feminino Divino, e com entusiasmo esperamos compartilhar este Amor com vocês nos próximos tempos. Mas permitam-me terminar onde comecei. Quando aprenderem quem sou, descobrirão que sou uma parte de vocês: a Mulher Crística ou "Cristal" da Nova Terra.

autora e canalizadora: Celia Fenn - todos os direitos reservados
(ao copiar este texto mantenha a integridade do conteúdo e os créditos da autora)

http://femininoessencial.blogspot.com/2008/10/marit-de-magdala-canalizao-de-celia.html

blogado de :http://wwwjaneladaalma.blogspot.com/2009/02/marit-de-magdala.html

MENSAGENS DA DEUSA.....


(...)AS ESTRELAS DESPERTINAS

ou estrelas Matutinas(estrelas do amanhecer espiritual e fisico)
se caracterizam por um grupo de seguidores espirituais e amigos que apoiam a causa da Deusa seu poder espiritual é grande e tem capacidades femininas especiais como cura adivinhação porfecia habilidade de faalr com as plantas e passaros sua sabedoria esta ligada a sabedoria pratica da Deusa e da Mãe natureza seus poderes de cura ajudam pessoas em varios lugares do mundo

sua direção é sul


AS ESTRELAS VESPERTINAS

são sensuais e ousadas sua missão tem haver com a sacrlaização da atividade sexual, são inteligentes e romanticas
estão ligados a deusas do amor como Afrodite ,Aurora,e a deusas do amor maternal-espiritual como Demeter´Ísis e Mariah,seu poder de vião é grande e tem a capacidade de vencer barreiras pisiquicas e espirituais.são mais clamas e menos guerreiras que as estrelas despertinas,em compensação podem resolver prolemas sociais/espirituais com facilidade e diplomancia

sua direção é o norte

SEGUNDA MISSÂO

O RESGATE DAS MESTRAS FEMININAS,esta missão se caracteriza pelo fato da maior parte dos mestres serem masculinos devido a uma visão cultural e patriarcal excessiva que abalou os campos espirituais e mais elevadas
a Volta das mestras femininas não mais como consortes dos homens mais sim como portadoras da sabedoria da luz
muitas dessas mestras são bruxas ou deusas
gostaria de explicar porque não incluirei as santas catolicas como mestras femininas,apesar de serem evoluidas espiritualmente a maioria das santas ainda esta presa a uma visão patriarcal da espiritualidade o que causou a elas a dificuldade de falar da Deusa Mãe e da Terra como veiculos sagrados. so com a libertação das mulheres de hoje teremos a libertação das Santas no plano astral,no entanto algumas santas parecem estar afinadas na sintoniada deusa como criadora do universo,elas são Santa Maria,Santa Maria Madalena ,Santa Sara Kali e Santa Murgen (...)



Texto do Transe(e como chamo os textos que escrevvo tomado de grande energias...tinha escrevido a um tempão mas so agora publiquei..)

NOSSAS ANTEPASSADAS FALAM OUÇAM O SEU RELATO:


No Tempo
Em que a Lua Dizia:
-Que eu tudo sabia
No tempo
Em que eu
Abria o Ritual
o Sabá Começava
Até a Lua
Descia e Dançava
E envolta de nós
O Céu se abria
E eu que tudo sabia
eu sabia dos segredos Feiticeiros
eu tudo Sabia
mas no meu saber
viram perigo
E escondido
no fundo do meu coração
Cultuar a Grande Mãe e as Deusas
Com devoção
No Tempo
Em que eu olhava
A Minha volta
E não via nenhuma
Chata carola
No tempo
Em que meu
Coração pulsava
Com forte Emoção
"Olá eu sou Sibila
A Maga que tudo Sabia"

Poema que escrevi durante a aula de historia quando uma senti uma enorme energia(detalhe eu ainda não sabia o que era sibila...)

AGRADECIMENTOS....



Quero agradecer primeiramente a Deusa e a Sabina Alva minha mestra espiritual que me ajudou no meu caminho de sacerdocio
Quero agradecer a Ceres(uma amiga antiga que me ajudou seu nome fisico é Maria Kozima) a Rosa Leonor que me apoiou embora a distancia e não pessoalmente meu pequeno projeto que é a Alta Sacerdotisa,a Anna Pain(espero ter escrevido o nome certo!!!) e as outras leitoras e leitores da Alta Sacerdotisa......Quero agradecer pelo apoio que me deram e pelas Ternas palavras e por todos que tecem juntos essa Teia de Thea ou como prefiro chama-la Wird tecida pelas tres senhoras do destino as Normes....(se observarem a imagem capa de A Alta Sacerdotisa veram uma sacerdotisa mexendo nessa teia da vida.....)

Beijos meninas

Gaia

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

OXUM A VÊNUS MULATA E ABRASILEIRADA



OXUM, A DEUSA DA BELEZA

OXUM

Oh, deixe-me deliciá-la
com minha beleza
de modo que o olho possa dançar de alegria
deixe-me seduzi-la com perfumes
para que você inspire prazer
deixe-me excitar seu paladar
até sua língua tremer
deixe-me acariciá-la com um som
que faça seus ouvidos zunirem
deixe-me tocar o seu corpo
com a música da cachoeira
e adornar sua beleza com
braceletes dourados e mel e perfume
e quando estiver tudo feito
quando todos os seus sentidos tiverem sido despertados
quando seu espírito celeste se unir de modo jubiloso
com seu corpo terrestre
então você conhecerá a sensualidade.


OXUM, a Deusa abrasileirada da macumba e das águas (rios, riachos, cachoeiras, fontes), é conhecida por seu amor por tudo que é belo. Ela gosta de se enfeitar, especialmente com as cores amarela e dourada. Gosta de ritos em ambientes aquáticos, que incluam homenagens com mel e dinheiro (moedas de cobre). Seu colar de búzios simboliza seu conhecimento e poder de adivinhação.

Esta Deusa, viveu intensamente os papéis de filha, amante e mãe. De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos.

A Deusa-amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada, afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a Deusa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto a Divina Mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”.

O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Estas mulheres são símbolos do charme e da beleza, pois carregam o dom especial de sua Deusa. Elas andam e dançam dos modos mais excitantes e provocantes. No seu caminhar está o fluxo do rio. Ninguém consegue escapar de seus encantos.

Oxum é a Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescante. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer.

Vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual consciente de sua rara beleza e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos. Com Oxóssi, vive seus momentos mais felizes.

Oxum é um dos orixás de maior força no Brasil e contradiz as tradições africanas que exaltam mais os poderes dos orixás masculinos. Todos seus filhos são atrativos e têm facilidade para formar famílias unidas. Diplomáticos e cuidadosos, medem muito bem o que falam e evitam os atritos frontais, sempre tratando de seus interesses com cuidado e sutileza.

Ela está sincretizada por Nossa Senhora Aparecida. Seu dia é 8 de Dezembro.

Seu símbolo é um seixo polido pelas águas dos rios, pequenos espelhos ou um abano decorado com o desenho de uma sereia. Seu apetrecho, é de louça aporcelanada, um hidé, três conchas dilonga, quartinha e branca.


Suas filhas usam colar de latão amarelo-ouro, pulseiras largas, cores douradas. Elas andam e dançam dos modos mais provocantes e excitantes. No caminhar está o fluxo rio.

ARQUÉTIPO DO AMOR-GUERREIRO

Oxum, corresponde ao arquétipo grega Afrodite e como ela é um "Sol Glorioso" que permanece brilhando em nossa cultura. Ser abençoada por Oxum significa que a mulher sentirá plenamente à vontade com sua sexualidade e cultivará a vaidade e a beleza como atributos femininos cheios de poderes.

É através de seu espelho de duas faces que Oxum toma consciência de sua sensualidade. Ao ver sua imagem refletida, a consciência de si nasce. Entretanto, o espelho serve também, de escudo e arma que pode cegar ou aprisionar com seu reflexo.

Oxum, como Afrodite, usa seus atributos femininos para conquistar os homens, mas as mulheres que possuem o arquétipo de Oxum muito ativo, são volúveis e inconstantes e gostam de estar sempre atrás de coisas novas e imprevistas. Como a Deusa, a mulher-Oxum não gosta de criar raízes, pois vê a vida como uma aventura, preferencialmente com um final romântico. Escolherá sempre homens sofisticados, instruídos e com bom saldo no cartão de crédito, pois ela adora roupas finas, cabelos esvoaçantes, jóias e muitos adornos.

Mas, acima de tudo, em todos os seus relacionamentos, a mulher-Oxum coloca o "coração".

Sua beleza física e interior pode ser um passaporte para muitos mundos, mas também sobrevém-lhe uma palpável alienação. Uma vez que muitos homens a desejarão pela beleza física e as mulheres a odiarão pelo mesmo motivo, muitas vezes a mulher-Oxum poderá duvidar do seu real valor.

Graças ao seu talento em manobrar os sentimentos e os projetos criativos no homem, a mulher-Oxum pode despertar o "anima" (princípios femininos) do homem. Quando o homem começa a entrar em contato com a sua "anima", a mulher-Oxum passará a ser sua musa inspiradora, ajudando-o com novas idéias e trabalho criativo.

A Deusa-Oxum herdou ainda, as qualidades guerreiras da Deusa grega Ártemis, qualidades essas, possivelmente decorrentes do meio em que vivia e de ter sido casada com um Deus da Floresta e da Caça, com quem teve um filho. Como Deusa-Guerreira, Oxum protege os rebentos dos animais e as crianças humanas.

Como guerreira, Oxum desenvolve seus princípios masculinos "animus", despertando-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Oxum passa então a ser "A Bela que é Fera", pois brigará e lutará para preservar sua liberdade. Engolindo suas lágrimas, ela seduzirá seus adversários, planejando vinganças pelas humilhações que lhe fizeram passar.

A energia arquetípica da associação Ártemis-Oxum fazem com que as mulheres se sintam perpetuamente jovens, não permitindo que percorram o caminho que as conduzirão à maturidade. Esse é um período importante, pois é a essa altura da vida que nos permitimos ajustes e adaptações. Entretanto, a mulher Deusa Oxum, amante da natureza e de sua liberdade psique, terá muita dificuldade de descobrir que ela é, se não se permitir amadurecer.

A maior chaga da mulher-Oxum é a dor da alienação, pois muitas vezes ela sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional.
Ela se sentirá magoada com nossa sociedade patriarcal que não consegue conter a ferocidade de seu espírito e nem reconhecer plenamente seus belos dotes de mulher.

Dia da Semana: Sábado

Cores: amarelo ouro. Seu número é 5

Animal: Arara

Comida: feijão fradinho com cebola e camarão (omolocum)

Habitat: água doce, fontes, rios, cachoeiras.

Créditos de pesquisa à
Rosane Volpatto

DEUSA YEMANJA, SENHORA E ORIGEM DE TUDO


AFRODITE BRASILEIRA...


Iemanjá, a Grande Mãe, o oceano que origina tudo. De seu ventre saíram todos os Orixás, dos seus seios correm os rios que fertilizam a terra. Como toda Matriarca, é benevolente e preocupada com o bem-estar de todos, mas exerce uma autoridade mais pela astúcia que pela força. Iemanjá é a Imperatriz fecunda e resoluta totalmente aberta à criatividade.

Deusa da nação Egbá, nação Iorubá, onde existe o rio Iemanjá. A umbanda por influência do sincretismo, promoveu Iemanjá como nova entidade, criação puramente brasileira. Moralizada como Mãe de todos os orixás, assimilando-a com Nossa Senhora, Mãe de Deus. Nela ficam condensadas as características das diversas entidades femininas.

Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio. Representam a linha de Iemanjá as Sereias (Oxum), Estrela Guia (Maria Madalena), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá) e Calungas (Calunguinha)
"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, Sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa. Têm poderes sobre todos aqueles que entram em Seu domínio, o mar.
Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é Ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Rainha, sereia, Mãe-d’água, Ela é a Deusa de "todas as águas" da Bahia de Todos os Santos, cultuada em Amaralina e Itapoã, no Dique e no Rio Vermelho, nos lados de Abaeté e nas pedras de Monte-Serrate, e do outro lado, na ilha de Itaparica. Cultuada também em Porto Alegre - RS, como Nossa Senhora dos Navegantes do Catolicismo (sincretismo).

*Copiado de Carla LampertIn: http://www.femininoessencial.blogspot.com/
IN: MULHERES & DEUSAS - Rosa Leonor

MEU SIGNO....DESCUBRA O TEU...


Uma coisa curiosa que descobrei recentemente foi meu signo egipio

ele é Maat que literalmente significa Sabedoria feminina ou Sabedoria Antiga ,coincidencia?

acho que não(lool...rs) bom Maat foi um nome que tentei usar numa epoca mas sinto que Gaia é meu nome verdadeiro e espiritual que durante um dos meus transes me fora revelado

por isso nao posso mais mudar de nome

mas de certa maneira manter com Maat uma ligação assim é algo maraviloso

a sim eu nasci 19/09/1993


a sim confira você tambem:

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Deusa Bastet------------16 de Janeiro a 15 de Fevereiro
Deusa Tauret------------16 de Fevereiro a 15 de Março
Deusa Sekhmet----------------16 de Março a 15 de Abril
Deus Ptah-------------------------16 de Abril a 15 de Maio
Deus Thoth----------------------16 de Maio a 15 de Junho
Deusa Ísis-----------------------16 de Junho a 15 de Julho
Deus Rá------------------------16 de Julho a 15 de Agosto
Deusa Neit---------------16 de Agosto a 15 de Setembro
Deusa Maat------------16 de Setembro a 15 de Outubro
Deus Osíris------------16 de Outubro a 15 de Novembro
Deusa Hator--------16 de Novembro a 15 de Dezembro
Deus Anúbis------------16 de Dezembro a 15 de Janeiro






Deusa Bastet – de 16 de Jan. a 15 de Fev.

Representa o poder benéfico dos raios do sol; é uma das esposas de Rá, divindade dos gatos selvagens, com muita agilidade e vigor. As pessoas que nasceram sob sua proteção são bondosas, humanitárias, leais e muito cordiais e gostam de trabalhar em favor dos mais fracos. São independentes como os gatos, gostam de carinho, mas se mantêm muito distantes; são geralmente alegres e divertidos, gostam de brincar e têm aptidão para a carreira artística.
Devem controlar a rebeldia.



Deusa Tauret – de 16 de Fev. a 15 de Março

A deusa da felicidade, protetora das mulheres grávidas, do nascimento,
do renascimento no reino dos mortos, o Duad.
As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande sensibilidade e intuição, tendência para assuntos místicos, esotéricos, astrológicos ou mágicos. Elas têm enorme bondade e capacidade de entendimento; possuem um olhar profundo e doce. As pessoas devem desenvolver essa capacidade inata em prol do bem ao próximo, mas devem evitar desperdício de energia.



Deusa Sekhmet – de 16 de Mar. a 15 de Abr.

A poderosa deusa da força e da guerra , encarregada de destruir os inimigos de Rá e do faraó; é considerada o olho do sol . As pessoas nascidas sob sua proteção têm consciência da própria força, da grande vitalidade e potência física; são igualmente portadoras de grande magnetismo, com senso de organização e muita energia, aventureiras ou inovadoras. É necessário ter cuidado com os excessos, com os impulsos descontrolados, para não destruírem o que está a sua volta . Só encontram o equilíbrio com o casamento.
A energia e a força devem ser usadas para construir o bem próprio e dos outros.



Deus Ptah – de 16 de Abril a 15 de Maio

O grande deus da fertilidade masculina, criador de tudo que existe.
Ele representa as forças criadoras espirituais, sendo considerado o Grande Construtor ou Divino Artesão , protetor das belas-artes e dos artistas. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm firmeza de temperamento, paciência, perseverança, um grande talento para as artes e tudo que se relaciona à construção de objetos. Para alcançar a felicidade devem canalizar todas as virtudes para a realização de coisas que tenham valor espiritual e despertem sentimentos de beleza e harmonia; caso contrário, correm o risco de se transformarem em pessoas que vivem em constante insatisfação e não se realizam .
No amor, encontrarão a felicidade quando conseguirem satisfazer
sua exigente capacidade sexual.



Deus Toth – de 16 de Maio a 15 de Junho

É uma divindade auto-concebida, que apareceu no mundo, sobre uma flor de lótus, no amanhecer dos tempos . É um dos deuses primordiais . É o senhor das palavras, criador da fala e da escrita, deus do tempo e das medidas, criador de todas as ciências, portador das forças civilizadoras. É representado como um homem com cabeça de Íbis, a ave sagrada. Por ter recuperado o olho de Rá, que tinha fugido para Núbia na forma de Tefnut, como prêmio o deus Rá deu a Toth a Lua , e o transformou no deus do disco branco, governador das estrelas; também foi advogado do deus assassinado, Osíris, e de seu filho Hórus.
As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande capacidade de comunicação e uma inteligência rápida e penetrante.
Seus protegidos têm uma natureza dupla, nervosa e inconstante, são muito ativos, sempre inventando coisas para fazer ou dizer . Embora sensíveis como a flor de lótus, no amor eles são frios como a Lua e inconstantes como as aves voando de galho em galho.



Deusa Ísis – de 16 de Junho a 15 de Julho

Irmã e mulher de Osíris, tinha grandes poderes mágicos. Entre outras coisas, era a protetora das crianças, o que a tornava mais popular. As pessoas nascidas sob sua proteção, têm grande sensibilidade e poderosa imaginação, forte instinto materno ou paterno; estão sempre prontas para socorrer os necessitados, são fiéis no amor e compreensivas em relações aos outros.
Gostam da vida doméstica, são muito sentimentais, fracas para entender os aborrecimentos, gentis, têm um latente mau humor quando as coisas não são como o esperado, tornando- se fechadas e antipáticas. De natureza tímida e introvertida, sua candura natural e sua ingenuidade lhe renderam, tanto da vida quanto dos outros, alguns bons tombos e decepções, o que o fez com que se tornasse desconfiado e um tanto arredio, como que para se proteger. Às vezes, é uma presa fácil de um complexo de inferioridade. Mas se sobressai quando se trata de julgar, colocar as coisas em seus devidos lugares, separar o joio do trigo. Sua melhor qualidade, sem dúvida, é o discernimento. É naturalmente dotado para todas as profissões que exijam precisão e habilidade manual, sabe se filiar à disciplina, trabalhando bem em administrações. Profissão médica ou paramédica são indicadas.



Deus Rá – de 16 de Julho a 15 de Agosto

Deus Rá, o sol, é a principal divindade dos egípcios.
As características deste Deus são poder, força e criatividade.
As pessoas que nasceram sob sua proteção são extrovertidas, cheias de energia e ótimos líderes. Gostam de enfrentar situações difíceis e de superá-las. Seu ponto fraco é não saber perder. Elas se consideram como o sol, o centro do universo, que tudo gira à sua volta .
Se contrariadas, ficam deprimidas.



Deusa Neit – de 16 de Agosto a 15 de Set.

É a antiga deusa da caça , seu animal sagrado era o cão. Neit era chamada "a que abre os caminhos ". As características desta Deusa são sua grande capacidade de análise, paciência e senso de organização. As pessoas nascidas sob a sua proteção são muito práticas, cuidadosas e reparam nos mínimos detalhes, porque estão sempre atentas a tudo o que acontece. Sabendo usar as suas qualidades positivamente, alcançam o que consideram a sua maior felicidade, segurança e serenidade, mas sempre correm o risco de perder o equilíbrio por nã
o saberem dar o justo valor a cada coisa.



Deusa Maat – de 16 de Set. a 15 de Out.

Filha de Rá, é a Deusa da justiça, da verdade e do senso da realidade.
No mundo dos deuses ela ocupa um lugar muito importante. Sem Maat, a criação divina (a Terra e seus habitantes ) não poderia existir, pois tudo se afundaria no caos inicial.
As características desta deusa são capacidade de observação, senso de justiça e sabedoria para criar harmonia à sua volta.
As pessoas nascidas sob sua proteção tem um temperamento simpático e afável, além de um grande senso estético. Usando as suas qualidades positivamente, tornam-se famosas e muito queridas. Em geral, essas pessoas têm problemas em fazer escolhas e precisam sempre de opinião dos outros. Para terem sucesso, no entanto, é necessário aprenderem
a fazer suas próprias escolhas.



Deus Osíris – de 16 de Out. a 15 de Nov.

É o deus mais importante. De acordo com a lenda, ele era o Rei dos deuses. O faraó que, junto com sua irmã e esposa Ísis, governava com justiça, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou por ciúme. As pessoas nascidas sob sua proteção também têm a proteção de Ísis; se caracterizam por terem emoções e sentimentos muito intensos além de terem uma persistência incomum. Possuem uma enorme energia e resistem a todas adversidades, dispostos sempre a lutar por aquilo em que acreditam.
São também vítimas da influência de Set; por isso são extremamente ciumentos e, quando não se encontram, vivem desconfiados de todos. Para ajudá-los, Osíris deu-lhes o dom da intuição que, bem empregado, os livrará das situações perigosas.



Deusa Hátor – de 16 de Nov. a 15 de Dez.

É a deusa dos céus, a grande sacerdotisa do panteão egípcio, deusa da música e da dança, protetora dos prazeres e do amor, da vaidade feminina e da alegria. As pessoas que nasceram sob sua proteção possuem muita sensualidade e uma grande capacidade de amar; a permanente jovialidade e a alegria ao riso são constantes. Estas pessoas são quase sempre felizes, mas basta um pequeno problema para que se sintam desgraçados.



Deus Anúbis – de 16 de Dez. a 15 de Jan.

O deus com cabeça de chacal , o guia dos mortos , o mediador entre o céu e a Terra,
temido pela sua frieza e severidade do seu juízo .
As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande força de vontade ,
paciência e inteligência aguda .
Essas pessoas sabem conduzir o seu destino, tornando-se pessoas de sucesso em qualquer setor, porém este demora a chegar, porque Anúbis é o senhor do tempo e retarda as conquistas. Embora sejam fiéis, têm excesso de ambição e exagerado orgulho que, às vezes, os torna egocêntricos e pouco modestos.

NOS MARES SILENCIOSOS DE ILMATAR....



Ilmatar, a princípio, vivia no céu e durante muito tempo permaneceu em absoluta castidade, pois tinha a sorte de habitar os planos celestes.
Chegou certo dia, que Ilmatar se aborreceu com a vida que estava levando, sempre vagando só pelo espaço e decidiu então, visitar um outro mundo. Desceu ao mar e flutuou nas ondas gigantes do oceano. Enquanto ela se divertia na água, um golpe de ar que veio do Oriente agitou seu corpo e desencadeou uma tormenta. Em poucos instantes, o mar se viu coberto de espumas e ondas gigantescas se elevavam ao céu.
O vento a desejava e ondas serviram para transportar a Deusa virgem por imensos vales do oceano. Conta-se que o vento conseguindo seu intento, penetrou em seu corpo e a engravidou.
A virgem, entretanto, foi obrigada a permanecer no balanço das ondas por sete séculos, impossibilitada de dar à luz porque não havia terra firme. A pobre Ilmatar, nadava para Oeste, depois para Leste, Norte e Sul, mas não encontrava nenhum ponto seguro, para que seu filho divino pudesse vir ao mundo. Ela orava constantemente ao deus Ukko, o maior dos deuses, para que a ajudasse, dizendo:
-Oh poderoso Ukko, deus supremo! Tu, que sustentas os firmamento, vem em minha ajuda, eu te suplico. Livra-me destas dores que me consomem. Venha salvar-me, do contrário morrerei!
Ukko escutou suas preces e se compadeceu dela. Em meio a tempestade que sacudia o mar, um clarão abriu-se e surgiu uma bela pata. Voava pelo ar cansada, como se buscasse um lugar seguro para fazer seu ninho, construir sua casa, para que pudesse assim, dar continuidade a sua espécie.
A Deusa, observava o vôo e pensava para onde iria se dirigir. A pata então voou mais baixo e Ilmatar ofereceu seu joelho para que pudesse construir seu ninho. A ave agradeceu e sob os cuidados e a proteção da Deusa, colocou oito ovos. Os sete primeiros eram de ouro e o último de ferro. Sem fazer distinção a pata cobriu todos eles com seu corpo. Mas, era tanto o calor, que a Deusa, sentia arder sua pele virginal. Temendo queimar-se, Ilmatar submergiu nas profundezas das águas. Foi então, que os ovos da pata caíram ao mar. Ao tocar a superfície fria da água, se romperam em pedaços e se transformaram em mil coisas úteis.
A metade da casca de um ovo, formou a base da terra e a outra metade o firmamento que contemplamos. A gema, passou a ser o Sol que ilumina nosso Universo e a clara converte-se na Lua prateada. O ovo de ferro não se partiu, mas transformou-se em uma estrondosa nuvem negra de tempestade.
Ilmatar agora, finalmente pode levantar-se das águas e iniciar a criação do mundo. Onde pousava sua mão algo se criava e a cada movimento gerou tudo que existe na terra.
Todo este trabalho levou trinta anos e seu filho Vainamoinen ainda não havia nascido, sendo assim, o ser humano não existia. O futuro homem ainda sonhava dentro do ventre de sua mãe. Um certo dia, entretanto, sua vida iniciou-se em uma pequena morada onde o brilho da Lua jamais chegava e o Sol nunca lançava seus raios. Sozinho e triste, dizia:
- Oh Lua, Oh Sol, acuda-me e guia-me para fora desta escuridão, tira-me deste claustro estreito e leva-me para a Terra, pois o filho do homem aspira conhecer o dia! Quero ver a Lua no céu, quero sentir o calor do Sol, quero conhecer todas as estrelas!
Mas a Lua não veio em sua ajuda e o Sol nem tomou conhecimento de sua existência. Foi ele mesmo que conseguiu libertar-se de seu cárcere, empurrando a porta com um de seus pés. Mas quando conseguiu sair, caiu entre as ondas do mar e lá permaneceu por trinta e um anos, a mercê das correntes marinhas.
Quando conseguiu alcançar a terra, esta era árida e seca. Feliz, sentou-se, para contemplar a Lua, aquecer-se nos auríferos raios do Sol e a buscar a Ursa Maior, para conhecer todas as estrelas. Foi assim que nasceu Vainamoinen (deus da música), o primeiro homem.
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A mitologia da Finlândia é matriarcal e Ilmatar é considerada a Mãe Criadora e a Deusa do vento e da água. Ela é também conhecida como Luonnotar, Filha da Natureza.
Ilmatar é uma Deusa amável e é muito popular entre todos os povos de Kalevalan. Foi ela também que gerou o primeiro ser humano, Vainamoinen, gerado da união do vento e da água. Foi ele que inventou a cítara e era um músico tão soberbo que suas melodias dominavam os animais selvagens.
A Deusa Ilmatar chega até nossas vidas para nos dizer que mesmo nos tornando adultos, a nossa criança interior, sempre permanecerá criança. Portanto, não importa a idade que hoje temos, pois sempre conservaremos a alegria infantil que a vida nos proporcional. Mas não se trata de lembranças e sim de sentir a qualidade essencial das crianças. Na criança interior encontramos o "mar da plenitude", onde ainda estamos ligados, pelo cordão umbilical celeste à nossa Mãe primordial.
Todas as mulheres do mundo que alcançaram sucesso, via de regra, são "filhas do pai" e estão bem adaptadas à sociedade orientada pelo masculino, mas para tanto, tiveram de sacrificar seus próprios instintos femininos.
O retorno à Deusa é a reconexão com o "si mesma", o arquétipo da totalidade e o centro regulador da nossa personalidade. "Sou quem Sou", esta é a questão!
Infelizmente, as mulheres da atualidade, já nascem órfãos de suas verdadeiras mães. São ainda criadas em lares difíceis, cortadas do contado direto com a terra e por isso, acabam por identificar-se com o pai e a cultura patriarcal, alienando-se de sua essência feminina. Para estas mulheres, o contato com a Deusa é fundamental para que possam se sentir completas. Cair nas águas frias do "mar da plenitude" da Deusa Ilmatar é a única forma de acordar a força e a paixão do feminino que está há milênios adormecida dentro de nós.
Comemora-se esta Deusa no dia em 26 de agosto. A Deusa Ilmatar pode ser invocada para melhorar a nossa criatividade e quando há dificuldade para concepção.
RITUAL (Eclipse Total Solar ou Lua Cheia)

A época ideal para realização deste ritual deveria coincidir com o eclipse total do Sol, evento em que se celebra a criação espiritual universal. Com o eclipse forma-se o "olho cósmico", que possui um simbolismo mágico e poderoso para inúmeras culturas.
Material:
Sete ovos pintados de dourado
7 velas douradas
1 ovo pintado de prata
1 vela da cor prata
1 cálice com água salgada

Decore seu altar com flores e ao lado de cada ovo, coloque sua vela correspondente. Trace o círculo e chame os quatro elementos. Acenda as velas.
Visualize um círculo de poder que circundará seu corpo e depois torna-se-a cada vez maior, até circundar toda a Terra, trazendo luz e proteção à todos os seres que aqui habitam. Depois clame pela Deusa, convidando-a à participar da celebração que realiza em sua homenagem. Com certeza ela não demorará a aparecer como uma mulher linda renascida das águas para conversar com você.
Convide-a para sentar no chão e conecte-se com a terra pela planta dos pés. Converse com a Deusa e diga que lhe oferece oito ovos para que ela lhe ajude a dar mais criatividade a sua vida. Se você está tendo problemas para engravidar, exponha suas angústias. Depois de conversarem bastante, despeça-se agradecendo sua divina presença.
Apague as velas, enterre os ovos e caminhe no sentido anti-horário para desfazer o círculo.

Rosane Volpatto

VIVENCIA....



A Deusa da luz e a da escuridão são as duas partes duplamente odiadas pelo cristianismo uma porque revela a beleza e a pureza do feminina e a outra porque ensina a esconder essa beleza e a destruir quando isso se faz necessario


QUAL A MULHER QUE TEMDO VIVIDO A LUZ E A ESCURIDÃO NÃO CHEGOU A TOTALIDADE DE SUA SABEDORIA?NENHUMA POS TENDO VIVENCIADO ESTAS FACETAS DA DEUSA SE TORNAM BRUXAS POR DIREITO INICIADAS OU NÃO NA WICCA.




E MAIS,e qual a mulher que em si nunca vivencio isso?

nunca sentiu a vida e o poder de vivencia-la atraves de suas habilidades unicas?

nenhuma.....

A DEUSA JUDAICA


DEUSA SHECHINAH

A Shechinah é considerara como o "aspecto feminino de Deus", ou a "presença" do Deus infinito no mundo. Embora ela não apareça com este nome nos cinco livros de Moisés, os explicadores do Antigo Testamento referem-se a ela na interpretação do texto. Deste modo, quando Moisés encontra a sarça ardente, é dito a ele que retire as sandálias e prepare-se para receber Schechinah. Segundo os rabinos, a escolha do simples arbusto espinhoso como veículo de revelação foi feita para enfatizar a presença de Shechinah, já que nada na natureza pode existir sem ela.


Nos provérbios, somos apresentados à Mãe Divina como Chochmah (Sabedoria), que estava presente no momento da criação como consorte amorosa e co-arquiteta de YHVH, o nome impronunciável de Deus. Nesse retrato salomônio, ela se deleita com a humanidade e nos fornece sua sábia orientação no caminho da verdade e da justiça. Neste forma ela está relacionada com Sofia dos Gnósticos.

Essa associação com a humanidade foi enfatizada pelos talmudistas, que viam sofrendo quando os seres humanos erravam:
-"Atos de derramamento de sangue, incesto, perversão da justiça e falsificação de medidas fazem com que ela nos abandone."
Eles dizem:




-"O humilde fará com que a Shechinah acabe vindo morar na Terra. O maligno torna a Terra impura e provoca a partida de Shechinah." Na visão talmúdica, ações prejudiciais a outro humano fazem com que Shechinah fuja e suba para os Sete Céus.

Outra maneira de atrair a Shechinah para a Terra seria quando as pessoas necessitassem dela como consoladora. Os rabinos dizem que ela paira sobre a cama de todos os doentes e é vista pelos mortos quando saem do mundo e mergulham na grande luz. Segundo a tradição, a Schechinah aparece aos bons e justos na hora da morte, dando-lhes a oportunidade de ir direto ao centro da escada celestial em um momento de pura consciência, em uma fusão com o Divino.

A Shechinah também está ligada a expressões de amor humano, particularmente o êxtase romântico e matrimonial. É ela que abençoa o jovem casal; o brilho dos amantes é considerado reflexo de sua presença.
Dizem os rabinos:
-"Quando um homem e uma mulher são dignos, a Schechinah habita em seu meio. Se são indignos o fogo os consome.".
Existe aqui uma alusão a seu papel de Mãe Destruidora: às vezes ela é apresentada como aquela que pune a humanidade. Embora se faça referência a barreira de fogo e aos dois anjos que a acompanham, o conceito não é tão destacado quanto suas outras qualidades.

A primeira menção de Shechinah em escritos judeus foi durante o Século I da nossa era. Inicialmente, seu significado se referia à manifestação ou aspecto que podia ser aprendida pelos sentidos. No entanto, a extensa mitologia relacionada com a imagem de Shechinah e da Shechinah-Matronit (manifestação mais popular de Shechinah) como deidade feminina não alcançou seu máximo desenvolvimento até a Idade Média.
O texto definitivo da cabala, o Zohar, se escreveu no século XIII, porém certas imagens cabalísticas remontam a Filão de Alexandria, o mesmo filósofo judeu que deu uma nova definição a imagem da sabedoria. Ditas imagens também receberam a influência de textos escritos durante os séculos VII e VII na Babilônia e Bizâncio e durante o século IX em Basora. Esses textos chegaram a Europa. de onde, no início do século XI, se converteram em fundamento da cabala que se desenvolveu nas comunidades judias da Espanha e do sudoeste da França. É interessante que a cabala voltaria ao Oriente Próximo como resultado da expulsão dos judeus da Espanha em 1492, quando grupos cabalistas se assentaram em Safed, Galiléa; a cabala se estendeu até a Ásia e a África, assim como à comunidades judias de outras zonas da Europa.
Este conhecimento recebido, ou Cabala, foi desenvolvido mais tarde pelos "pietistas" alemães dos séculos XII e XIII e alcançou seu auge com a cabalistas da Espanha e de Safed.


Foi este último grupo, que vivia num enclave espiritual no norte de Israel nos séculos XVI e XVII, que esboçou com muitos detalhes as qualidades da Mulher Divina (conhecido como a "árvore da vida" ou "árvore cósmica"), as dez "sefirot"(energias criativas) são igualmente equilibradas nos lados da árvore representando, um, as qualidades femininas e, o outro, as masculinas. Neste mapa da consciência, a Shechinah é muitas vezes identificada com Malchuth (soberania) na base da árvore cósmica, que representa a energia da terra.
O Baal Shem, mestre-escola do movimento do século XVII, acreditava que as preces das mulheres subiam direto a Deus. Reconhecia também a capacidade das mulheres para a profecia e atraiu muitas seguidoras do sexo feminino. Nos primeiros anos, quando o movimento era bastante radical, a abertura ao carisma espiritual das mulheres resultou no surgimento das "rebes", em sua maior parte filhas e esposas de grandes mestres. O carisma é uma das bênçãos da Shechinah, segundo o Talmud.
Os cabalistas identificaram Shechinah com o resplendor do Espírito Santo, o pleroma chamejante de que emana toda criação, incluida a alma humana. Esse Espírito Santo, resplendor ou "glória de Deus", que os cabalistas comparam a um vasta mar, foi a primeira criação ou emanação; dela fluem todas as demais criações ou emanações. A Shechinah é imanente à alma humana, como sua "base" divina ou "corpo" desses últimos, a presença sagrada sa "glória de Deus" que levam em seu interior. Na cabalística, como no misticismo critão e no islã, o matrimônio sagrado consiste na união da alma com este Espírito Santo.Através da luz radiante de Shechinah tudo se enlaça com os demais, como se estivesse conectado por uma madeixa luminosa de ser. Ain-Soph, o mistério inefável e indestrutível da base da vida, é tanto a fonte da madeixa como imanente a cada partícula e aspecto da criação, através de Shechinah. O que se chama natureza é, portanto, a epifanía do divino.
A Shechina se chamava rainha, filha e noiva de Yahvé; era, em conseqüência, a mãe de toda a alma humana, enquanto que na cabala era especificamente a mãe da "comunidade mística de Israel" e, em último instância, de todo o indivíduo judeu. Essas almas são "chispas" de chamejante Shechinah, "espalhadas" durante o exílio, que devem"reunir-se" de novo com sua fonte. A Shechinah era designada como "Éden Místico", uma presença envolvente, não um lugar, e também como "o jardim sagrado da maçã", o "grande mar" e a fonte que transmite a vida desde sua fonte não manifesta até sua manifestação. A vida ou a criação, é concebida na união divina entre Yahvé e Shechinah. Textos e mais textos se utilizam de imagens sexuais e a imagem da luz para mostrar como "o raio que emerge do nada semeia na "mãe celestial"....de cujo ventre as Sefirot (energias criativas) surgem, como rei e rainha, filho e filha.
Um dos textos fundamentais utilizados na Idade Média para contemplação da união da deidade Shechinah era o "Cantar dos Cantares". O bíblico Cantar dos Cantares apresenta uma voz feminina dominante (a esposa) e alude a rituais de fertilidade correntes no Oriente Próximo pré-judaico. A linguagem da época está carregada de imagens sexuais e relacionadas com a terra. O lugar que ele ocupa nas sagradas escrituras judias só se confirmou no ano 100, quando o Concílio de Jamnia concluiu que se tratava de uma alegoria da relação entre Yahvé e Israel.
Como os gnósticos em seu mito de Sofia, a cabala subtraiu o mito de exílio de Shechinah. Parece haver dois tipos de exílios conectados com sua imagem: o primeiro, mitológico, surgiu a partir da expulsão de Adão e Eva, quando Shechinah compartilhou com a humanidade o exílio do jardim. O segundo exílio foi "histórico" e parte específica da história do povo de Israel. No princípio, Shechinah ou "glória de Deus" habitava no tabernáculo; era a presença que cobria com sua sombra a arca da aliança. A precedia por dia embaixo da forma de uma coluna de fumaça e à noite como coluna de fogo. Mais tarde, a arca foi colocada no templo que conStruiu Salomão, e Shechinah habitou ali. No entanto, desapareceu quando se se destruiu o templo (586 a.C.), momento em que se perdeu a arca e os judeus foram aprisionados e levados à Babilônia; ao finalizar seu exílio, no ano de 538 a.C., não se voltou a reunir com eles em Israel. Não voltará até que se produza a vinda do Messias, e não pode voltar até que se reúna com seu divino noivo, restaurando-se assim a unidade rompida da divindade. A imagem do exílio, portanto, não se associa só com o feito de que não retornasse a Terra Santa, mas sim também com seu exílio longe da divindade; é como se o feito de ser imanente a criação a houvesse separado de sua "outra metade", sua fonte transcendente e cônjuge. Em seu exílio se dá o nome de "viúva", e de "pedra do exílio" (lapis exulis), a "pedra preciosa" e "a pérola". Algumas dessas imagens são a referência de deusas anteriores. A Shechinah chora, como chorou Raquel por seus filhos, enquanto aguarda que seu exílio chegue ao fim. A oração rabínica tem por objeto provocar este fim e apressar o momento do retorno. Enquanto dure seu exílio, a criação permanece separada da deidade transcendente.
Se acreditava que a causa de seu exílio cósmico era o pecado de Adão. Scholem explica em que consistia isso:


"As Sefirot (energias criativas de Deus) foram levadas a Adão sob a forma da árvore da vida e da árvore do conhecimento;...em vez de preservar sua unidade original, unificando assim as esferas de "vida" e "conhecimento" e levando a salvação ao mundo, este separou uma da outra e dirigiu sua mente até a adoração de Shechinah, e só dela, sem reconhecer que esta última estava unidas à outras Sefirots. Desta maneira interrompeu o manancial da vida, que flui de esfera em esfera e o trouxe ao mundo a separação e o isolamento. Desse modo se abriu uma fissura misteriosa na vida em ação da Divindade, que não em sua substância...Só através da restauração da harmonia original a através da redenção, quando tudo volta ao lugar que ocupava originalmente no esquema divino das coisas, "Deus será uno e seu nome uno".



Essa fissura separa Shechinah de Yahvé e a mantêm em estado de exílio, ao "romper" a cadeia que vincula a fonte com sua manifestação; quebra, portanto, a unidade da vida. Um dos efeitos foi o de "esparzir" a luz de Shechinah em incontáveis chispas, ou "scintillae", que conformam as almas dos seres humanos. Jung faz referência a esta imagem em sua análise da natureza da psique. A unidade da vida não poderá reestabelecer-se nem a Shechinah por fim a seu exílio até que estas voltem a reunir-se. O esparzimento de Shechinah parece uma condição do espírito em sua manifestação no mundo físico.
O aspecto de Shechinah que permaneceu exilado na terra com seu povo se chama a Matronit,; a própria terra lhe chamou de "a filha". Os membros menos sofisticados das comunidades encontraram na cabala uma figura materna compassiva com que podiam relacionar-se em sua vida diária e podiam pedir socorro em seu sofrimento. Sua profunda devoção era idêntica a da grande maioria dos cristão católicos manifestam pela Vigem Maria. A imagem de Shechinah como "Matronit" voltou a instaurar a antiga iconografia da Deusa Mãe. Aliás, a idéia da "Sagrada Família", isto é, dos quatro aspectos da divindade, se desenvolveu na cabala para incluir as quatro deidades, bem definidas, de pai, mãe, filho e filha. Se outorga assim a cada indivíduo uma imagem arquetípica de sua própria experiência da vida. A sexualidade formava parte das relações entre estas deidades; os seres humanos, ao imitar a união divina, haviam devolvido a estas últimas o sentido de sacralidade que se perdeu, segundo a crença, com a expulsão de Adão e Eva do jardim. Se trata de uma visão extraordinariamente equilibrada.
No lapso de uns poucos séculos, a cabala havia desenvolvido a imagem de uma Deusa que instaurava de novo muitos detalhes próprios da imagem anterior. Se ministrou um contraponto essencial a masculinidade rigorosa da deidade judia.
No entanto, a cabala, para Scholem "continua sendo, tanto do ponto de vista histórico como metafísico, uma doutrina masculina, elaborada por homens e para os homens. A longa história do misticismo judeu não mostra rastro algum de influência feminina. Não há mulheres cabalistas." Apesar disso, a imagem de Shechinah adquiriu uma importância vital para essa tradição, sem dúvida por insistência da alma, em última instância, na inclusão do arquétipo feminino. De maneira que a imagem da consorte de Yahvé e do matrimônio sagrado entre ambos se mantive vivo, a diferença do que ocorreu no judaísmo ortodoxo, que via na sabedoria um mero atributo de Deus.
Tomando os ensinamentos da Cabala e adaptando-os à vida da comunidade de forma mais igualitária, Hasiduth restaurou a crença na capacidade de cada indivíduo de ter acesso à Shechinah e trazê-la de volta à Terra através de ações pessoais. Os elementos principais dessa prática eram a meditação e a oração com "Kavannah" (profunda fé e intenção) e "devekuth" (apego a Deus), acompanhadas de uma vida acostumada a compartilhar em que prevalecessem a justiça, a misericórdia e a caridade. Foi adicionada a essa mistura a "persona" inspirada do "Tsaddik" (santo), que fornecia a inspiração aos devotos, facilitando e afirmando experiências pessoais do divino.
Professores hassídicos viam a Shechinah como a Deusa no exílio e associavam-na à redenção dos judeus.


A obra contemporânea sobre a Deusa Shechinah, chegou até nós através de mulheres judias. Algumas delas, estudaram textos sagrados hebraicos por conta própria, a partir de fontes secundárias. São em sua maioria, musicistas, dançarinas, contadoras de histórias, rabinas, terapeutas e curadoras, que primeiro desenvolveram seus "insights" e avançando sempre, adquiriram informações complementares sobre a energia "Shechinah".
Feministas judias contemporâneas tiveram de enfrentar o sexismo na vida e na linguagem religiosas, incluindo a exclusão das mulheres das profissões sagradas. Como resultado deste ativismo, portas importantes se abriram na última década. De forma cada vez mais intensa, a Deusa está emergindo, como Deusa Múltipla ou Deusa de Mil Faces.

Como esta nova geração está servindo de parteira para o renascimento de Shechinah, temos que nos familiarizar com alguns textos antigos e algumas orações que a invocam.
Embora esteja acontecendo claramente um renascimento da consciência da Shechinah, os conceitos sobre uma Deusa Judaica ainda não influenciaram o judaísmo em sua corrente principal nem o movimento da Nova Era, que tende a considerar o feminismo judaico como um paradoxo. Ainda é cedo para saber como esta consciência contemporânea da Shechinah será absorvida pelo judaímo e pelo crescente movimento da Deusa. Embora ela precisa ser relembrada, pelo menos nossa reconstrução da Shechinah se liga à tradição sagrada. Sua filosofia básica, a que a presença dela é necessária para trazer a totalidade de volta ao Planeta, também fornece ainda, uma filosofia viva para nossos tempos.


Rosane Volpatto